Redes de Monitoramento Cidadão analisam informações sobre a cidade

Os Grupos de Trabalho de Indicadores das Redes de Monitoramento Cidadão de Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Palmas e Vitoria estão a todo vapor. Compostos por representantes de organizações da sociedade civil, setor produtivo e academia, os Grupos de Trabalho (GT) estão realizando o levantamento e a análise de uma série de indicadores que retratam a sustentabilidade da cidade e a qualidade de vida de seus cidadãos. Esta é uma das principais atividades para o cumprimento do objetivo das Redes, que é o de acompanhar, de forma técnica e imparcial, o desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras.

A maioria dos GTs vêm atuando desde junho, quando definiram a necessidade, ou não, de serem levantados indicadores adicionais aos já indicados pela metodologia do Programa Cidades Emergentes e Sustentáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que fundamenta a comparabilidade entre todas as cidades que fazem parte da iniciativa. De lá para cá, o foco foi no processo de levantamento dos indicadores sobre a cidade, em temas como saneamento básico, mobilidade e segurança, entre outros. Cada cidade está trabalhando com uma quantidade diferente de indicadores, de acordo com suas realidades e necessidades, mas o número gira em torno de 150. Os dados vão contribuir para a análise da sustentabilidade do município, e serão apresentados para as cidades no fim de 2017.

Cidades trabalham por um mesmo propósito

A última reunião do GT de Indicadores da RMC de Florianópolis, realizada no dia 1º de agosto, contou com a participação de Marcelo Linguitte, especialista em indicadores do Projeto Redes de Monitoramento Cidadão. Linguitte falou ao grupo sobre o ciclo de validação dos resultados da coleta de dados e seu processo de análise crítica, que será feito em conjunto com o Grupo Estratégico de Inteligência da RMC de Florianópolis.

GT de Indicadores da RMC Florianópolis

No dia seguinte foi a vez do GT de Indicadores de João Pessoa realizar sua reunião, que teve a presença de 10 professores ligados a diversas áreas da Universidade Federal da Paraíba, bem como de representantes da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Por lá, o Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba (IDEP), integrante do GT, disponibilizou instalações e laboratório de informática para as reuniões e trabalhos, bem como estagiários para auxiliar no levantamento e tabulação dos indicadores.

GT de Indicadores da RMC João Pessoa

Já no dia 3 de agosto o GT de Indicadores da RMC de Palmas realizou um encontro para fazer o balanço das coletas dos Indicadores junto à Prefeitura da cidade e aos órgãos federais. Para o coordenador do GT, Riknelson Luz, representante do Conselho de Arquitetura do Tocantins, o atual trabalho da rede pode apoiar o poder público municipal a se planejar melhor para a futura coleta anual dos dados. “A rede tende a estimular o diálogo entre as secretarias e os órgãos do município e também a disponibilização das informações num banco de dados, onde o cidadão poderá acessá-los anualmente ou quando for necessário”, afirmou o coordenador. Na última reunião o GT contou com a participação da diretora de Inclusão Produtiva da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Palmas, Rariany Monteiro, que compartilhou o histórico da implementação do Programa Cidades Emergentes e Sustentáveis no município e o que está sendo planejado para o futuro.

GT de Indicadores da RMC Palmas

Em Vitória (ES) o interesse em participar do GT de Indicadores foi enorme, contando com cerca de 50 solicitações. Levando em consideração o trabalho previsto para o grupo, foram selecionados 15 participantes a fim de assegurar a representação de diferentes organizações, temas e experiências técnicas. Os demais interessados estão cadastrados e serão convidados para futuras atividades promovidas pela RMC Vitória. Atualmente o grupo possui 11 membros que atuam em diversas áreas do conhecimento e têm contribuído muito na recomendação e validação das fontes de coleta.

GT de Indicadores da RMC Vitória

O GT de Indicadores de Goiânia está em sua reta final de coleta de dados e pretende dar início, no próximo dia 17, às atividades de análises críticas dos indicadores por meio de ciclos de diálogos com especialistas. Nesta nova fase, os indicadores e os dados levantados serão avaliados quanto a sua criticidade, interlocução com políticas públicas locais, possibilidades de melhoria de desempenho, dentre outros elementos que trarão aspectos qualitativos à análise sobre a sustentabilidade do município. De acordo com Marcella de Almeida Castro, representante do CREA/GO e coordenadora do Grupo de Trabalho, “a fase de análise crítica dos indicadores é relevante para a qualificação do trabalho de monitoramento da sustentabilidade de Goiânia, uma vez que trazem elementos que apenas os dados quantitativos não são capazes de exprimir, além de ser um momento de aproximação e interlocução com a sociedade”.

GT de Indicadores da RMC Goiânia

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