Oficina de negociação criativa encerra missão da RMC à Colômbia


Trabalhar em rede, unindo organizações da sociedade civil, setor privado e academia em prol de um objetivo comum nem sempre é fácil. Para ajudar os integrantes da Rede de Monitoramento Cidadão do Brasil, a programação da missão na Colômbia contou com uma oficina de Negociação Criativa, ministrada pelo sociólogo e especialista no tema, Julián Lichtmann.

Durante um dia de oficina, a comissão brasileira, juntamente com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal – FSA CAIXA, Fundação Corona e Rede Colombiana de Cidades Cómo Vamos, refletiu sobre a maneira como agem quando precisam negociar com pessoas que têm perfis, valores e objetivos diferentes aos seus. Além disso, fizeram exercícios práticos com ferramentas que auxiliam na administração de conflitos. “Muitos dos conflitos não são causados pelos outros, mas por nós mesmos. Se não temos clareza dos nossos objetivos e não administramos bem os sentimentos, não conseguimos negociar com o outro”, alerta Lichtmann.

O sociólogo ressalta que, para que todas as partes sejam incluídas em um projeto em comum, é essencial que os interesses pessoais e organizacionais sejam colocados de lado. “Além disso, é importante não personalizar os conflitos, não alimentar suposições e não entrar em um processo de ‘demonização’ da outra parte”, diz.

Durante a oficina foram apresentadas diferentes fontes de resolução de conflitos, como poder, direito ou interesses. “Não há uma maneira única de resolver conflitos. É importante detectar qual é a forma mais produtiva de acordo com o contexto”, alerta o especialista.

O foco da atividade, no entanto, foram formas de se buscar uma negociação baseada na colaboração. Para tanto, segundo Lichtmann, a chave é se preparar. O primeiro passo é estar aberto para conectar-se com a outra pessoa, e para tanto é preciso escutá-lo de forma ativa, sem interrompê-lo, contradizê-lo ou julgá-lo. “Esta escuta é importante para criar uma relação de confiança, para o outro sentir-se compreendido e, assim, ficar confortável para falar sobre seus reais interesses, mostrando qual a motivação por trás dos argumentos racionais de negociação”, explica. Depois de escutar o outro, de forma empática, chega o momento de expor os seus próprios interesses e expectativas para depois, juntos, buscarem soluções para o conflito. “Devemos expor nossos interesses de uma forma consciente, sem ansiedade, sem antecipar soluções. A resolução deve ser conjunta”, finaliza Julián Lichtmann.

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